“Vem ser feliz”: 19 dicas de sucesso de Luiza Trajano, do Magazine Luiza

Uma das mulheres mais influentes do Brasil, Luiza Helena Trajano é a Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza. Empreendedora, cultiva como valor primordial da companhia colocar as pessoas em primeiro lugar. Implantou um modelo de gestão que aproxima colaboradores e reforça mecanismos de comunicação. Ela derrubou as divisórias do escritório e, aos poucos, conseguiu colocar fim aos processos burocráticos, dando mais agilidade e liberdade aos funcionários e incentivando a gestão participativa. Há 19 anos, o Magazine Luiza está entre as “Melhores empresas para trabalhar”, nos rankings da revista Exame e do Instituto Great Place to Work. Veja, a seguir, os pontos mais importantes abordados pela empreendedora.

MERCADO

Mudanças: “Para promover mudanças na empresa, precisamos ter consciência de que o mundo está mudando! Não depende apenas do RH, todos da empresa devem estar prontos para mudar”.

Poder: “Quem exerce o poder hoje é quem tem o conhecimento e faz acontecer”.

Escravidão: “O Brasil teve muitos anos de escravidão, castigos físicos, não havia salários, e anos após a libertação dos escravos eles ainda estavam sem casas, comida e escola. Além de ter de obedecer, independentemente de qualquer coisa. Isso influenciou muito a área de Recursos Humanos”.

Dificuldade: “As pessoas costumam falar apenas o que os chefes querem ouvir. Mas você só cresce quando alguém falar o que você não quer ouvir”.

Importância do mercado: “Quem determina se a área de Recursos Humanos será forte ou não, infelizmente, não é a missão da empresa ou o sistema capitalista, mas, sim, aquilo que o mercado está buscando”.

Tecnologia: “Ninguém imaginava que com a tecnologia as pessoas passariam a ser tão importantes. A gente achava que a tecnologia ia dominar, mas mostrou para nós que a tecnologia e a inovação só existem porque há pessoas trabalhando nisso, para que isso dê certo”.

VALORIZAÇÃO DE PESSOAS

Pessoas: “As pessoas passaram a ser tão importantes porque não há como fazer atendimento e inovação sem pessoas. Todos querem ser atendidos pelo nome. Se você não tiver as pessoas alinhadas no coração, na cabeça e no bolso você não terá essas duas coisas”.

Inovação: “Não adianta colocar os funcionários em uma sala e pedir para que eles inovem. Para inovar tem que ter motivação e uma equipe alinhada e comprometida. Isso passou a ser papel da empresa, porque se refere à valorização de pessoa. Ou você faz diferente algo ou começa um projeto de outro jeito. Isso é inovação e é dessa forma que pessoas devem pensar”.

Empreendedorismo: “O perfil é nunca estar satisfeito e é esse inconformismo que está fazendo falta no empreendedor hoje em dia”.

Decisões difíceis: “Então, se uma pessoa tem que ser mandada embora hoje, você não deve deixar para uma semana. Você deve ser sempre verdadeira”.

DIVERSIDADE

Gênero: “Nosso primeiro foco em diversidade foi a mulher. Mudamos paradigmas e criamos o Bolsa-Mãe para mulheres que têm filhos até os 11 anos de idade. Tanto faxineira quanto diretora recebem o mesmo valor, porque isso é importante para se ter uma empresa alinhada, todos devem sentir que são ouvidos”.

Pessoas com deficiência: “Nesse momento de crise, deficientes físicos ouvem que eles não querem nada com nada e não querem trabalhar porque ganham do governo, mas nós lutamos para quebrar esse paradigma e hoje temos um processo eficiente de contratação de deficientes”.

De dentro para fora: “Primeiro tem que entender a mudança de paradigma para depois vir a mudança. Nisso é primordial a transição acontecer a partir de mim e de dentro da companhia para só depois passar para fora da empresa”.

Racial: “Para trabalhar a diversidade racial, nosso primeiro passo foi seguir cotas. É uma maneira para diminuir essa desigualdade. Minha tia não gostava quando via uma loja sem um negro, ela ligava e mandava colocar”.

Seminário: “53% da população brasileira é negra. Temos um dos melhores gerentes, negro, deficiente e que foi favelado, e o levamos a um seminário nosso para servir de exemplo. Temos que entender que isso faz bem à empresa”.

Causa: “O meu sonho é educação para todos. É ter cada bairro com uma escola na qual estudem os meus filhos e netos e os filhos da minha babá. Essa deve ser a nossa luta pela educação”.

O MAGAZINE LUIZA

Criação: “Eu fui taxada de louca. Uma mulher do interior, no meio de um monte de homem, presidente e que ainda criou o Magazine Luiza. Na época não tinham nem internet, todo mundo achava que isso era um brinquedo meu”.

Evidência: “O Magazine Luiza só tem tanta evidência hoje porque em 1991 começamos a colocar as pessoas em primeiro lugar”.

Empresa: “A primeira coisa que vocês, gestores, devem saber é ter a visão de onde a empresa está e até onde querem que ela vá. Quais os objetivos que devem ser alcançados”.

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