“Até 2022 a telemedicina terá a mesma proporção de importância que o internet banking tem para as pessoas”, afirma especialista

O desenvolvimento da telemedicina é crescente de acordo com Chao Lung Wen, chefe de telemedicina do Hospital das Clínicas da FMUSP 

 

Com avanços significativos relacionados à tecnologia, a telemedicina no Brasil tem potencial para melhorar a gestão da saúde em todo o país em poucos anos. A tecnologia, no entanto, esbarra em questões legais e também culturais para ser implantada. De acordo com Chao Lung Wen, chefe de telemedicina do Hospital das Clínicas da FMUSP, o e-care, por exemplo, é um conceito que a maioria das organizações e pessoas não dá valor e sofre hoje com o descaso. “O grande problema atualmente é fazer um trabalho sério de conscientização de atitude. Em termos de clausulas legais, os impeditivos do e-care são menores do que o de telemedicina”, explica o especialista. No caso da telemedicina, a tecnologia evoluiu muito e as empresas estão tentando prover algo que ainda é pouco regulamentado. “Tem muita gente oferecendo serviço de telemedicina que não pode ser chamado de telemedicina e, sim, de videochamada. O segundo problema é que as empresas vão pensando em lucratividade e não contratam uma consultoria pensando na formação de profissionais e na qualidade ética”, afirma Wen.

A expectativa do especialista é de que até 2022 a telemedicina esteja na mesma proporção de importância que o internet banking tem para o banco e para as pessoas. Chao Lung Wen é um dos palestrantes do Digital Health Forum, congresso que ocorre em São Paulo nos dias 6 e 7 de dezembro e que traz os melhores casos práticos de transformação digital na assistência à saúde, dos grandes players às health techs.

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